
Alexandre Prudente, cadeirante, saiu cedo para votar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Chegar à urna, porém, foi uma jornada cheia de obstáculos. Nas eleições deste ano, ele é um dos quase 2 milhões de eleitores com deficiência aptos a votar, o maior número já registrado pela Justiça
Eleitoral. Acompanhado por familiares, Alexandre buscou o mesmo local de votação da eleição passada. Subiu dois lances de rampas e um elevador até o oitavo andar do prédio, até descobrir que sua
seção tinha mudado de lugar. “Minha seção funcionava na Igreja Metodista [de Vila Isabel] e, na última eleição, me transferiram para a Uerj. Agora, tive que subir essa rampa toda para ir votar.
Chegando lá, descobri que me mandaram de volta para a Metodista”, disse Alexandre, que não conseguiu conferir o local de votação na internet antes de sair de casa.
O eleitor Alexandre Prudente, cadeirante, vota na Igreja Metodista, em Vila Isabel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Depois de descer tudo, o eleitor subiu no carro do filho e se deslocou até a
Igreja Metodista, a 1,5 quilômetro da Uerj. Na igreja, encontrou filas e, mesmo tendo prioridade, ainda precisou esperar uma hora para conseguir digitar seus votos na urna.
“Nunca levei tanto tempo para votar. Da outra vez, foi muito mais rápido”, lamentou o eleitor. “Mas, no fim, consegui deixar meu voto”.
O número de eleitores com deficiência aumentou de 1,3 milhão em 2022 para 1,9 milhão. Para acompanhar o crescimento, a Justiça Eleitoral ampliou o número de colégios com acessibilidade e cadastrou
220,5 mil seções eleitorais adaptadas. Nas últimas eleições, as salas com essas condições eram 156,2 mil. As mudanças buscam garantir mais autonomia, segundo a Justiça Eleitoral.