
A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a tarefa de escolher, entre tantos candidatos, aqueles mais aptos a
representar os interesses da população, contou com mais um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate das propostas. A
Agência Brasil ouviu especialistas que indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem seus candidatos com mais critérios, buscando aqueles mais alinhados a seus interesses e visões de
mundo, além de evitar armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas genéricas. Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a
realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável. 1) Eu, o eleitor Antes de avaliar as propostas ou o currículo dos candidatos é importante olhar para si mesmo e para sua
coletividade. Alguns questionamentos podem guiar essa reflexão: A qual grupo social e econômico eu pertenço? Com quais ideologias e visões de mundo eu me identifico?
Quais problemas eu espero que o Poder Público priorize? João Feres Júnior Doutor em Ciência Política da IESP UERJ.
Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal - João Feres Júnior/Arquivo Pessoal Em política, nem sempre os interesses convergem.
Um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não necessariamente avaliam do mesmo jeito uma proposta como, por exemplo, o fim da escala 6x1. Homens e mulheres podem ter
urgências distintas. Elas, inclusive, são mais da metade (53%) do eleitorado. Ainda assim, na atual legislatura, ocuparam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos