Eleições: jornalistas sofreram mais de 14 mil ataques em red...

No primeiro turno das eleições, entre 16 de agosto e 4 de outubro, jornalistas e veículos de imprensa sofreram 14.182 ataques nas redes sociais, o que equivale a 283 ataques por dia.

Todos eles, com foco nas eleições e feitos nas redes X e Instagram. Na reta final, os ataques aumentaram, chegando, na última semana antes das eleições, a uma média de 327 ataques por dia.

Quando analisados os ataques direcionados a profissionais específicos, as jornalistas mulheres foram os principais alvos, concentrando 64,8% das agressões.  Os resultados fazem parte do relatório

Cobrir as eleições, enfrentar a violência: uma análise dos ataques à imprensa no primeiro turno de 2026, feito pela Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em colaboração com o Laboratório de

Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).  Para a Coalizão em Defesa do Jornalismo, o relatório

mostra um cenário preocupante. "Vemos uma enxurrada de ataques digitais com o intuito de descredibilizar e, muitas vezes, intimidar o trabalho de jornalistas nas redes sociais", diz a coordenadora

jurídica da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Leticia Kleim.  "O resultado disso afeta não somente as vítimas diretas dos ataques, mas gera um prejuízo coletivo à sociedade,

pela tentativa de silenciar o trabalho de jornalistas que têm um papel fundamental na democracia, ainda mais evidente no período eleitoral", acrescenta, Kleim.  Ataques digitais  Ao todo, foram

analisados 3,7 milhões de conteúdos digitais. Durante 50 dias, a pesquisa acompanhou conteúdos relacionados às eleições no X e no Instagram, com o monitoramento de 652 termos e hashtags ofensivos.

Os dados mostram que as ofensas aumentaram à medida que o dia das eleições se aproximava. Os registros cresceram de 2.630 casos na primeira quinzena para 4,4 mil na segunda, o que representa aumento

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