
A Copa do Mundo de 2026 chega a sua grande final neste domingo (18) num confronto inédito pelo título entre Argentina e Espanha, que nunca antes se enfrentaram na fase final da competição.
Atual campeã mundial, a Argentina busca coroar a era Lionel Messi com mais uma conquista, após terem vencido duas Copas Américas e um Mundial nos últimos cinco anos.
Já a Espanha persegue seu segundo Mundial com um time jovem, mas elevando ao estado da arte uma forma consagrada de jogar, com numerosos passes velozes e certeiros, a mesma dinâmica de jogo que
resultou na conquista de sua primeira Copa, em 2010, na África do Sul. O confronto tem sabor de pendência para as duas seleções, que deveriam ter se enfrentado em março na Finalíssima, torneio que
colocaria frente a frente as atuais campeãs da Copa América e da Eurocopa. A partida, contudo, acabou cancelada por questões logísticas e de calendário.
Comprovando a força do longo trabalho do técnico argentino Lionel Scaloni, que assumiu a seleção ainda em 2018, e do treinador Luis de la Fuente, à frente da Espanha desde o fim de 2022, os dois
times acabaram realocando o embate para a final do Mundial. A Argentina, por um lado, vem embalado por uma campanha com aproveitamento total, vencendo todas as sete partidas até a final.
No caminho, protagonizou três viradas antológicas na parte final das partidas, como o 3 x 2 sobre Cabo Verde na fase de 16 avos, um novo 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas e um dramático 2 x 1 sobre a
Inglaterra na semifinal. A Espanha, por sua vez, teve a moral elevada ao derrotar na semifinal a França, seleção amplamente tida como favorita ao título de 2026.
Brilhou na partida o estilo espanhol de jogar conhecido mundialmente como tik taka – passes curtos, rápidos e numerosos até uma finalização certeira.