
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira (12), em sabatina no Senado, sua atuação no processo da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e
aliados por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. “Não há criminalização da política em si.
Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou Gonet, ao rebater críticas de senadores ligados ao
ex-presidente que classificam o julgamento como “perseguição política”. Paulo Gonet participa de sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que analisa a recondução do
procurador para o cargo por mais 2 anos. O procurador-geral destacou que, no decorrer do processo da trama golpista, foram amplamente usados os acordos de não persecução penal para os acusados que
reconheceram o erro e se comprometeram com medidas de reparação, mantendo o status de réu primário. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Até 23 de outubro, 568 investigados se beneficiaram
dos acordos. Outros 715 foram condenados e houve 12 absolvições, a maior parte a pedido do Ministério Público Federal (MPF).