
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um tipo de calcário que proporciona menos perdas e mais economia na preparação do plantio.
O melhoramento do insumo, que é utilizado para corrigir a acidez do solo (seu potencial hidrogeniônico – pH), também possibilita ganhos de produtividade à lavoura.
O calcário recriado pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) é um produto nanoestruturado, feito por meio de moagem de alta energia,
que reduz materiais ao tamanho próximo de átomos e moléculas, e da aglutinação de partículas para formação de grânulos com mais resistência mecânica e uniformidade.
O resultado é que o calcário ganha forma granulada. Em vez de ser aplicado como pó, sujeito a dispersão pelo vento, pode ter diferentes tamanhos e ser distribuído sem sofrer com o efeito.
A outra vantagem é que o novo calcário é menos vulnerável à umidade existente no armazenamento e no transporte.
A umidade empedra o calcário comum e gera perdas aos produtores porque o produto não pode mais ser utilizado no maquinário agrícola.
O trabalho dos pesquisadores do LNANO transformou o calcário em um produto multifuncional. Além de ser um corretivo para a acidez do solo, na nova formulação tornou-se nutritivo: um fertilizante
misto que pode ser usado em pastagens e culturas como algodão, café, cana-de-açúcar, milho e soja. Culturas diversas “Nós fizemos diversos protótipos com concentrações diferentes para conseguir
efetivamente atender a culturas diversas. Também foi possível combinar proporções diferentes desse calcário”, expõe o biólogo Luciano Paulino da Silva, pesquisador da Embrapa na área de