
Representantes de rádios e televisões que compõem a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) se reúnem entre segunda-feira (18) e terça-feira (19) para discutir os rumos da cadeia de emissoras.
Nesta edição, realizada no Rio de Janeiro, o encontro busca ampliar a cooperação entre os veículos regionais e aqueles administrados pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), além de discutir formas
de fomentar conteúdos públicos. A RNCP é uma articulação de emissoras, em sua maioria não comerciais, que começou a ser formada há 16 anos e ganhou impulso nos últimos anos, a partir da estratégia de
expansão por meio do empréstimo de canais da EBC a parceiros. Nesta nova etapa, aderiram à rede universidades públicas, estaduais, municipais, órgãos de Estado, entre outras instituições da sociedade
civil. Com a iniciativa, o governo federal pretende universalizar a cobertura do Sistema Público de Comunicação, previsto na Constituição Federal como complementar aos sistemas privado e estatal.
Em 2026, a RNCP chegou a 330 emissoras, de acordo com a EBC, que vem inaugurando novos canais de rádio e TV, pela rede desde 2024.
Naquele ano, foi inaugurada a primeira estação da expansão: a rádio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que passou a retransmitir o sinal da Rádio Nacional de Brasília, detalhou o
conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Octavio Pieranti. Depois, em 2025, foram mais 14 inaugurações e, neste ano, outras 29 rádios e TVs entraram no ar.
Além de apoio técnico, por meio da cooperação, as emissoras contam, gratuitamente, com conteúdos da TV Brasil, Rádio Nacional e da Rádio MEC.
Para fortalecer a parceria e ajudar a fomentar as iniciativas, as emissoras, no encontro deste ano, voltam a pedir que o governo regulamente um fundo criado para financiar a comunicação pública.