
Governo, oposição, empresários e sindicatos dos trabalhadores discutem no Senado, nesta quarta-feira (1º), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de 6x1, em audiência
pública no plenário da Casa. A PEC completou mais de um mês travada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Empresários dos setores do comércio, dos transportes e da indústria e senadores da oposição criticaram a PEC, alegando que a proposta eleva custos do trabalho e prejudica a economia. Os líderes
patronais defendem que a jornada seja definida por negociação direta entre empregados e empregadores, e não por mudança legislativa.
Os representantes de centrais sindicais e do governo federal ponderam que os custos da PEC para economia são pequenos, semelhantes a um aumento de salário mínimo. Para os defensores da proposta, os
trabalhadores estão exaustos da escala 6x1 e precisam de mais tempo para família, estudos e lazer. Ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (D), defende que os ganhos dos últimos 40 anos na
economia brasileira sejam repartidos com os trabalhadores - Foto: Lula Marques/Agência Brasil Além de instituir dois dias de descanso por semana, a PEC reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas
para 40 horas semanais, sem redução salarial. O presidente da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua, destacou que o desafio não é escolher entre trabalhar “mais ou
menos”, mas como o Brasil pode “produzir mais”. “O problema não é o trabalhador. O problema é a produtividade da economia. Primeiro, precisamos produzir mais riqueza, depois, distribuí-la.
Foi esse o caminho percorrido pelas economias que hoje servem de referência internacional”, argumenta o empresário.