“Espero que a justiça comece a ser feita”, diz filho de Mãe ...

A ansiedade e a dor estão mescladas no olhar do ativista Jurandir Pacífico que acompanhará, nesta terça (24), a partir das 8h, o julgamento de dois dos cinco acusados do assassinato de sua mãe Maria

Bernadete Pacífico  - liderança quilombola morta em agosto de 2023. Jurandir espera que os acusados tenham pena máxima.

“Minha expectativa é que se comece a se fazer justiça para esse assassinato bárbaro. Vou chegar cedinho.

Minha mãe era uma pessoa de 72 anos que sempre atuou em defesa dos direitos humanos”, disse Jurandir em entrevista à Agência Brasil. O julgamento será no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador (BA), e

contará com um júri popular de sete pessoas.  O caso ganhou repercussão internacional. Jurandir verá no julgamento um dos executores do crime, Arielson da Conceição Santos, que é réu confesso.

O outro réu, Marílio dos Santos, está foragido. Ele é acusado de ser o mandante e chefe do tráfico de drogas no local.  25 tiros Ambos respondem pelo crime de homicídio qualificado cometido por

motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. Arielson também responderá pelo crime de roubo.

O julgamento tem previsão de ser encerrado apenas na quarta-feira (25). “Isso é muito doloroso. Ver o cara que tirou a vida de sua mãe”, disse Jurandir, emocionado. Mãe Bernadete foi assassinada

dentro de casa, na comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), alvejada por 25 tiros.

“Minha mãe atuou em prol dos povos tradicionais, das mulheres, da cultura e dos saberes e saberes ancestrais”.  Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia, Bernadete

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