Estado de São Paulo tem aumento de feminicídios em janeiro d...

O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período de 2025.

Foram 27 mulheres assassinadas no mês, cinco vítimas a mais do que o número registrado em janeiro do ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) no portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP). Em 15 ocorrências, os autores foram presos em flagrante, segundo a pasta.

Nas cidades do interior paulista, foram 20 mortes no primeiro mês deste ano, com 12 prisões em flagrante. As demais vítimas foram mortas na capital e na região metropolitana.

A pesquisadora Daiane Bertasso, do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem), da Universidade Estadual de Londrina (Uel), explica que são várias as situações que fazem com que o ciclo de

violência contra as mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça. “O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas.

E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos. A própria Lei Maria da Penha, que tipifica vários tipos de violência - psicológica, emocional, patrimonial - ela explica o quanto esse

ciclo de violência vai se agravando”, disse. A pesquisadora acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais

de violência que precedem os feminicídios. “Muitas vezes a mulher se sente intimidada, envergonhada, não socializa isso com a família.

Quando ela socializa, muitas vezes, a família diz que é [apenas] um momento, uma fase”, relatou. Além disso, casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram

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