
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) emitiu nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba
e Irã de participarem dos negócios envolvendo a indústria petroleira do país sul-americano. A licença representa uma flexibilização do embargo econômico imposto à Venezuela que tem prejudicado a
economia do país, dono das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. A medida ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolas Maduro por Washington durante invasão à
Caracas. A licença autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte e logística, de fretamento de embarcações, para obtenção de seguros marítimos e para serviços portuários e de terminais,
entre outras. “O parágrafo (a) também autoriza transações para a manutenção de operações de petróleo ou gás na Venezuela, incluindo a reforma ou o reparo de itens usados para atividades de
exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo ou gás”, diz a licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O mesmo documento
proíbe qualquer transação com pessoa ou empresa ligada à Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e China, “ou qualquer entidade que seja detida ou controlada, direta ou indiretamente, por ou em joint
venture com tais pessoas”. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (11) que as novas restrições impostas à Rússia e outros países constituem uma
discriminação flagrante, e que Moscou planeja pedir esclarecimentos aos EUA. "Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e
energia da Venezuela", afirmou Lavrov, segundo noticiou a agência de notícias Reuters. A flexibilização do bloqueio econômico ao petróleo venezuelano ocorre após o novo governo interino de Delcy