
Na reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3),
o embaixador norte-americano junto à organização, Leandro Rizzuto, disse que o petróleo da nação latino-americana não pode ficar nas mãos de adversários do Hemisfério Ocidental.
“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que
controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata nesta terça-feira (6), destacando que os
lucros do petróleo não beneficiam o povo venezuelano. Rizzuto reafirmou que os Estados Unidos não invadiram a nação sul-americana.
Ele ressaltou que a operação tinha como objetivo a prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, resultado de uma ordem judicial de um indiciamento criminal.
“Não foi uma interferência na democracia da Venezuela. Na verdade, a ação removeu o principal obstáculo para a democracia”, afirmou.
“Queremos um futuro democrático para a Venezuela e pedimos a soltura imediata dos cerca de mil prisioneiros políticos.” Os Estados Unidos negaram nesta segunda-feira (5) estar em guerra ou ocupar a
Venezuela, na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). O representante dos EUA na ONU, embaixador Michael Waltz, disse que a ação em território venezuelano teve caráter
jurídico e não militar. Na retórica estadunidense, houve “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”.