
Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta manifestando disposição para abrir o Estreito de Ormuz,
fechado pelo Irã após o início da guerra. “Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito.
Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório”, diz o comunicado conjunto.
A declaração não detalha como seria essa abertura do Estreito e ocorre quatro dias após países da Europa, além do Japão, terem se negado a participar dos esforços dos Estados Unidos e de Israel para
abrir o Estreito. A negativa irritou o presidente Donald Trump, que passou a dizer que não precisaria de "ninguém" para liberar a área.
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões
econômicas importantes em todo o mundo. Na nota publicada hoje, esses países europeus e o Japão condenam os recentes ataques do Irã contra embarcações no Golfo e os ataques contra infraestruturas
civis, incluindo instalações de petróleo e gás. “Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada do conflito.
Exigimos que o Irã cesse imediatamente suas ameaças, o lançamento de minas, os ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial”, diz o comunicado
conjunto. Os países ainda afirmam que a liberdade de navegação é um princípio do direito internacional.