
O presidente e diretores do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) foram alvos nesta sexta-feira (23) da Operação Barco de Papel, da Polícia Federal.
Eles são suspeitos de envolvimento em operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão com o Banco Master.
A instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, em crise, teve decretada a liquidação extrajudicial pelo Banco Central. No Rio, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão,
expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. Um deles, na casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes.
Lá, a polícia apreendeu um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil, um pen drive, relógio, além de documentos diversos.
Ele não foi encontrado e a instituição informou que ele está de férias programadas desde 2025. A PF também esteve nas residências do ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner
Rodrigues, e do ex-diretor interino de Investimentos, Pedro Pinheiro Guerra Leal. Na casa do primeiro, a PF encontrou R$ 3,5 mil, apreendidos junto com um veículo de luxo, celular, notebooks, pen
drive e HDs, além de documentos. O fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, segundo as investigações, teria aplicado R$ 970 milhões no Banco Master, entre novembro de
2023 e julho de 2024. De acordo com a PF, as operações colocaram o patrimônio dos 235 mil servidores do Rio e seus dependentes em risco e citou que a manobra poderia resultar em calote.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em nota, a corporação explicou que as operações irregulares do Rioprevidência "expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua