
A partir deste sábado (11), na histórica Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, será inaugurada a exposição O Tempo das Plantas, que propõe uma reflexão sobre circulação de
espécies, memória, ciência e intercâmbios culturais entre territórios e saberes. A mostra faz parte dos eventos do Ano Cultural Brasil-China. Com o chá e o café como condutores, a exposição pretende
que o público desacelere e observe o mundo a partir do tempo das plantas. A narrativa parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da
Etiópia, do Quênia e do Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil. Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de
montanhas úmidas, florestas tropicais e terras cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz.
Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.
Exposição "O Tempo das Plantas”, na Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Foto: Rogério Von Kruger/ Divulgação Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição reúne mais de 200
itens, entre obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos, instalações sensoriais e conteúdos
audiovisuais. "O percurso articula arte, ciência e memória para abordar temas como agricultura ancestral, circulação de espécies, viagens marítimas, intercâmbios culturais, colonialismo, relações
comerciais, biodiversidade e diferentes formas de conhecimento construídas em relação à natureza", dizem os curadores. Segundo a curadora Isabel Seixas, o mundo vive em um tempo acelerado, mas as