
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse, nesta segunda-feira (3), que o Judiciário não está de “braços cruzados” e busca
agilizar tribunais do Júri em todo o país, para solução mais rápida de crimes contra a vida. ‘’É uma resposta do Poder Judiciário ao interesse legítimo da sociedade brasileira, que almeja confiança
[na Justiça]”, disse Fachin. O ministro participou, no Recife, da abertura do Mês Nacional do Júri, uma mobilização anual para a realização do máximo de julgamentos pelo Tribunal do Júri possíveis
durante o mês de novembro. Segundo dados do CNJ, no ano passado foram julgados 8,3 mil processos durante o esforço concentrado.
Neste ano, são priorizados os crimes dolosos contra a vida de mulheres, menores de 14 anos, ações envolvendo policiais e processos com mais de cinco anos de tramitação sem desfecho.
Fachin afirmou que a diretriz no momento é priorizar e aumentar a frequência das sessões de júri popular nas pautas dos tribunais e modernizar o processamento desse tipo de ação.
“Entre o cometimento de um ato o oferecimento da denúncia e seu julgamento tem que decorrer cada vez mais um tempo menor”, disse. O ministro reconheceu que há críticas bem fundamentadas sobre