Famílias de vítimas da ditadura recebem novas certidões reti...

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) entregou nesta terça-feira (30) uma nova remessa de certidões de óbito retificadas de pessoas mortas e desaparecidas durante a ditadura militar

brasileira, no período de 1964 a 1985. Esta foi a oitava entrega de certidões corrigidas desde 28 de agosto de 2025.  Um total de 95 certidões corrigidas foram emitidas para serem entregues aos

familiares na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, e 24 foram entregues hoje.

A retificação das certidões é realizada também em parceria com o CNJ e o Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais.

Jorge Thadeu Mello do Nascimento, filho único de Dilermano Mello do Nascimento. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Familiares das vítimas receberam os documentos.

Um deles foi Jorge Thadeu Mello do Nascimento, filho do economista Dilermano Mello do Nascimento. Quando foi morto pela ditadura, no dia 15 de agosto de 1964, Dilermano era diretor do Departamento de

Administração e Finanças do Ministério da Justiça.  Jorge Thadeu entende que a certidão de óbito corrigida “é o reconhecimento de um procedimento que demorou muito para ser visto pelas autoridades,

mas que eu encaro como uma observação que deve ser revista para todas as pessoas (vítimas da ditadura), independente do meu caso”, disse.

A jornalista Hildegard Beatriz Angel Bogossian, irmã do estudante de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stuart Edgar Angel Jones, torturado e morto pela ditadura militar, disse

que receber a certidão de óbito retificada do irmão dava a ela segurança em relação ao Estado brasileiro.  “Significa que o Estado brasileiro está cumprindo a Constituição, os princípios de uma

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