Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Ba...

A Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, na vila histórica de Caraíva, em Porto Seguro (BA), fará a 5ª edição do Festival Caju de Leitores, nos dias 2 a 4 de setembro próximo.

O evento nasceu em 2022 e seu objetivo é melhorar as habilidades de leitura e de escrita dos estudantes indígenas.

O motivo é que, desde o ano 2000, começaram a surgir instituições de ensino na região, nformou nesta quarta-feira (26) a diretora-geral do evento, Joanna Savaglia, à Agência Brasil.

São instituições privadas e públicas, instaladas na região, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus de Porto

Seguro, e a Escola Técnica Estadual (Etec). “Os estudantes precisam de redação e da compreensão de texto para poder vencer a dificuldade do vestibulinho”, afirmou Joanna. “A ideia é trabalhar em

parceria com a escola para levar a atividade para o território”, disse. Segundo Joanna, a meta é dar aos estudantes ferramentas para que possam fazer o que quiserem.

Assim, não precisam mais ficar presos no território. “Teu pai quer que você seja advogado? Então, vai estudar, mas saiba que tem que ter interpretação de texto, tem que saber escrever.

Foi com essa intenção que o Caju nasceu”, explicou. Programação é aberta e gratita. Foto: Divulgação A diretora-geral destacou que no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o aluno tem que saber

escrever, construir.  Fauna O tema deste ano do festival é Manifesto de Bichos. Em todas as edições, os temas têm importância para os indígenas. No festival de 2026 não poderia ser diferente.

Como os temas são ligados ao meio ambiente, que é onde eles vivem, a decisão foi falar dos animais. “A fauna vai estar inteira dentro da programação, falando de bichos, basicamente”, afirmou Joanna.

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