
O Festival Latinidades* chega à sua 19ª edição com um olhar voltado para a discussão sobre a saúde mental das trabalhadoras e trabalhadores da área cultural.
Primeiro festival de mulheres negras da América Latina, o evento terá programação gratuita para o público em Brasília de 1º a 4 de julho. A proposta do evento é destacar a contribuição dessas
mulheres para a sociedade em diversas áreas, com ênfase no papel estratégico das artes e da cultura na promoção da equidade de gênero e raça. Todas as atividades são gratuitas, mediante retirada
prévia de ingresso no site do evento. Neste ano, a ideia é discutir o cuidado com a saúde mental dos profissionais da arte e da cultura.
A idealizadora do Festival Latinidades, Jaqueline Fernandes, destaca que a intenção não é “tratar a saúde mental apenas a partir da exaustão e do adoecimento”, mas “abrir espaço para falar de
felicidade, descanso, prazer, desejo, espiritualidade, comunidade e bem viver”, afirma. "Esse é um pouco do papel do Festival de Latinidades, de transformar conversas antes invisibilizadas em
agendas públicas. A gente quer pensar boas práticas e transformar esse ecossistema. O Latinidades, desde sua primeira edição, é esse espaço que ecoa essas conversas", afirma Jaqueline. Coordenadora
Geral do Festival Latinidades, Jaqueline Fernandes, durante entrevista na EBC. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A abertura do festival será nesta quarta-feira (1º), com o evento “Quem cuida de
quem produz?”. A atividade, reservada a profissionais da área previamente inscritos, será realizada em um espaço especialmente escolhido para proporcionar uma experiência de acolhimento, conexão e
cuidado. Entre os destaques da programação neste ano estão as cantoras Karol Conká e Linn, que participam de uma mesa na sexta-feira, 3 de julho, às 14h, no Museu da República.