
O Quarto Fórum de Tiradentes terminou na tarde desta quarta-feira (28), durante a Mostra de Cinema de Tiradentes, com a leitura pública da Carta de Tiradentes, documento que sintetiza consensos,
urgências e diretrizes prioritárias do setor audiovisual brasileiro. Entre os 16 tópicos que compõem a carta, a regulação das plataformas de vídeo sob demanda (VOD) aparece como a principal urgência,
refletindo um debate que atravessou toda a programação do fórum. A leitura do documento marcou o encerramento de quatro dias de encontros que reuniram profissionais do audiovisual, representantes do
poder público, pesquisadores, estudantes e agentes culturais de diferentes regiões do país. Para a coordenadora-geral da Mostra de Tiradentes, Raquel Hallack, a carta expressa um acúmulo coletivo
construído ao longo das edições do fórum. “A Carta de Tiradentes é fruto de um processo de escuta e de amadurecimento do setor. Ela não nasce de um único debate, mas de anos de diálogo.
A regulação do VOD aparece em primeiro lugar porque é uma demanda histórica e porque entendemos que, sem ela, muitas outras políticas ficam fragilizadas”, disse Raquel.
Segundo ela, embora o documento elenque 16 diretrizes, há um reconhecimento claro de que alguns pontos precisam caminhar com mais rapidez diante do cenário político e econômico atual.
“A carta não dispersa a luta. Pelo contrário, ela organiza prioridades sem perder a complexidade do setor”, completou.
A coordenadora do Fórum de Tiradentes, Tatiana Carvalho Costa, destacou que a discussão sobre streaming avançou ao incorporar a realidade das plataformas independentes brasileiras, frequentemente
invisibilizadas nos debates legislativos. “Tem dois pontos centrais. Um é como as plataformas independentes entram na regulação do streaming, que é uma discussão específica dentro desse guarda-chuva