
A fotojornalista da Agência Brasil, Tânia Rêgo, recebeu menção honrosa no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e
Comunidades Tradicionais pelo conjunto das imagens da reportagem Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência.
A fotógrafa da Agência Brasil Tânia Rego foi agraciada com a menção honrosa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Durante a cerimônia de entrega do prêmio, na tarde de quinta-feira (11), ela
destacou a importância da comunicação pública ao reportar os povos indígenas e suas comunidades. “As fotos são de uma retomada Guapo’y Mirin Tujury, que fica no Mato Grosso do Sul.
Quando a gente chegou lá, eles tinham sofrido um massacre em que um indígena tinha sido morto e dois menores tinham sido atingidos", relata.
"O corpo desse indígena estava lá, e estavam querendo tirar o corpo para fazer uma autópsia e os indígenas não queriam e tinham medo, inclusive, desse corpo desaparecer.
Então, a gente chegou lá no momento que eles se reuniram e estavam decidindo o que iriam fazer. Era um momento tenso e de grande importância”, relembra a fotojornalista.
Muito emocionada com a menção honrosa, Tânia afirma que, embora a fotografia seja um ato individual, também é cercada por uma equipe.
E, para ela, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é reportar o meio ambiente. “Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro.
Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados.