Francy Baniwa: "Quando um parente entra, estamos representad...

Francineia Bitencourt Fontes é uma mulher de muitos primeiros. Mais conhecida como Francy Baniwa, ela foi a primeira mulher indígena a publicar um livro de antropologia no Brasil.

Ela também foi a primeira mulher Baniwa a se tornar mestre e, mais recentemente, ela é a primeira mulher Baniwa a integrar o corpo docente da Universidade de São Paulo (USP).

Mulher indígena, antropóloga, fotógrafa, escritora, dona de roça e pesquisadora do povo Baniwa, Francy Baniwa nasceu na comunidade de Assunção, no Baixo Rio Içana, na Terra Indígena Alto Rio Negro,

no município de São Gabeiel da Cachoeira (AM).  Em solo brasileiro, os Baniwas estão localizados no Baixo e Médio Içana e nos rios Cubate, Cuiari e Aiari.

Também estão em comunidades do Alto Rio Negro, nas cidades de São Gabriel, Santa Isabel e Barcelos.  Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, os

Baniwa somam atualmente 8.827 pessoas em território nacional. Engajada nas organizações e no movimento indígena do Rio Negro há mais de uma década, ela pesquisa as áreas de etnologia indígena,

gênero, saberes femininos, objetos e acervos. Na maior universidade pública do país, Francy Baniwa vai atuar no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE).

Em entrevista à Agência Brasil, Francy Baniwa falou que essa é uma conquista para todo um coletivo indígena e demonstra, principalmente para as mulheres indígenas, que elas podem ocupar qualquer

espaço. “Essa vitória e essa presença nossa, pela primeira vez, em uma universidade tão importante, é um espaço que a gente vai conquistando aos poucos.

Sabemos que somos donos dessa terra, mas por muito tempo fomos violentados”, disse ela.  “E quando ocupamos esse espaço, isso significa muito. Não é apenas uma mulher Baniwa.

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