
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) contra a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.
No entendimento do ministro, a eleição deve ocorrer por voto indireto, ou seja, pela deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O ministro entendeu que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga a realização de eleição indireta para o comando interino do estado. Além disso, Fux
citou que as eleições gerais para o governo estadual estão previstas para outubro deste ano. "Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas
eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional", afirmou.
Com o voto de Fux, o placar do julgamento está empatado em 1 a 1. A sessão será retomada nesta quinta-feira (9).
Mais cedo, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou pela realização de eleições diretas. No entendimento do ministro, a renúncia de Cláudio Castro, realizada no dia anterior ao julgamento
do TSE, foi uma "tentativa de burla" para evitar a convocação de eleições populares no Rio. O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares
para o comando interino do estado. Entenda A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio
Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.