GAECO denuncia quatro por monitorar autoridades para o PCC

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, denunciou quatro pessoas acusadas de monitorar a rotina do promotor Lincoln Gakiya e do

coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. Segundo a investigação, o grupo atuava para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

  Brasília - 25/11/2025 - Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya. Foto: Lula Marques/Agência Brasil Segundo a denúncia, Gakiya e Medina são alvo do PCC desde 2018,

quando investigadores identificaram bilhetes manuscritos com ordens para matar os dois. De acordo com o Ministério Público, o grupo acompanhava a rotina das autoridades e, segundo o GAECO, estava

empenhado em adquirir armamento pesado. Os acusados são Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeira, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior.

Cada um tinha tarefas específicas de monitoramento da rotina e locais de moradia. As investigações apontam que cada acusado exercia uma função na coleta de informações sobre as vítimas. Sergio e

Adilson tinham funções de contato com membros de outros núcleos da facção e Sergio estava negociando a compra do armamento.

Sergio também era, segundo o MP, o mais preocupado em esconder conversas e negociações, tendo contato mais profundo com os níveis mais altos da organização.

"Ficou claro que os denunciados, de forma coligada, atuaram no levantamento detalhado de rotinas/endereços/dados de autoridades públicas, com finalidade de repassar as informações para a 'Sintonia

Restrita', setor da organização criminosa responsável pelo comando, coordenação e execução de ações de maior relevância estratégica do grupo, que efetivaria o atentado contra a vida das vítimas.

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