
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), Gleisi Hoffmann confirmou, nesta quarta-feira (4), que deixará a Secretaria de Relações Institucionais
(SRI) em 31 de março, conforme calendário eleitoral, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável
(CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto. Os dois participaram, na manhã desta quarta-feira (4), do seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, organizado pelo Conselhão, em Brasília.
As discussões desta manhã reafirmam o enfrentamento ao feminicídio como prioridade nacional e compromisso de Estado.
No encontro, no Palácio do Planalto, a ministra de Relações Institucionais destacou que 13% dos feminicídios do país são de vítimas que tinham medidas protetivas quando foram mortas.
Gleisi Hoffmann chama os integrantes do Conselhão a debater a necessidade de real efetividade imediata dessas medidas.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A ministra ainda questionou o motivo de o Brasil ter avançado em aspectos como a ocupação de mais espaço de poder pelas mulheres e, ainda assim,
registrar de desigualdades socioeconômicas entre mulheres e homens. “É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação.
Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para entrar em empresas, na área política.
O voto é da década de 1930 e ainda assim começou muito pequeno e com grande resistência", diz. Ela explica que, culturalmente, a mulher sempre foi uma extensão da propriedade privada do marido.