
Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos.
O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.
A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.
Como funciona Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma
ilícita. Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física.
A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.
A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime: o criminoso começa pelo próprio rosto; procura pessoas fisicamente semelhantes; identifica uma possível vítima; tenta utilizar os dados
dessa identidade em uma fraude. Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.
Biometria isolada Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas
para aumentar a segurança. A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação.