
Com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas ao combate à fome e à pobreza extrema no território fluminense, o governo do Rio de Janeiro criou o Observatório da Fome Herbert de Souza, por
meio da Lei 11.179/26. A lei foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (7) e teve por inspiração a história e obra do sociólogo Herbert José de Souza, o “Betinho”, ativista dos direitos
humanos e fundador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Na década de 1990, Betinho criou o movimento conhecido como Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela
Vida, imortalizando o lema Quem tem fome tem pressa. A lei ainda será regulamentada, com definições da estrutura, composição e funcionamento do Observatório.
A ideia é que o Observatório da Fome Herbert de Souza seja responsável por coletar, armazenar, analisar e produzir dados sobre a fome.
Deverá também fomentar a articulação entre diferentes esferas do poder público e a sociedade civil. Caberá ainda ao Observatório publicar, anualmente, um relatório sobre a situação da fome no estado
do Rio de Janeiro, sugerindo políticas públicas que possam contribuir para o seu enfrentamento. Os órgãos públicos de todos os Poderes e concessionárias de serviços públicos poderão notificar os
casos relacionados à fome, contribuir com dados e promover campanhas de conscientização, informou o governo fluminense. As informações coletadas serão processadas pelo Observatório e utilizadas para
orientar decisões estratégicas. Poderão ser utilizados para custear as ações recursos de convênios, contratos ou acordos firmados com entidades públicas ou privadas; de fundos estaduais; além de
recursos orçamentários. Contribuição O presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, filho do sociólogo Betinho, disse à Agência Brasil ver com bons olhos toda ação de combata à