
O prazo de 60 dias para promover uma guerra sem autorização do Congresso dos Estados Unidos (EUA) termina nesta sexta-feira (1) e o governo de Donald Trump alega que o conflito com o Irã está
suspenso, uma vez que foi negociado um cessar-fogo no dia 7 de abril. A explicação é do secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, onde o
representante da Casa Branca compareceu nesta quinta-feira (30). “Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias fica suspenso ou
interrompido durante um cessar-fogo”, disse Hegseth. O prazo de 60 dias que termina hoje pode ser prorrogado por mais 30 dias, caso o presidente certifique o Legislativo por escrito que há uma
“necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA”, segundo a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973.
O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, questionou o argumento da Casa Branca, dizendo que o prazo termina nesta sexta-feira.
“Penso que o prazo de 60 dias termina na sexta, e isso vai representar uma questão jurídica muito importante para o governo”, respondeu o senador da oposição.
Os parlamentares democratas, e alguns republicanos, têm cobrado que o governo peça a prorrogação da guerra e justifique esse pedido.
Pelo menos seis tentativas de barrar o conflito foram rejeitadas no Congresso pela maioria republicana, que segue dando cobertura para guerra de Trump no Oriente Médio.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (republicano da Louisiana), afirmou na quinta-feira que os EUA "não estão em guerra" com o Irã.