
Na correria de cada dia, se Ana*, de 28 anos, parar o trabalho autônomo que realiza significará prejuízo.
Em junho, ela recebeu uma mensagem por uma rede social com convite para ser modelo para a agência Brain, em Brasília.
O que parecia esperança de uma nova profissão se transformou em prejuízo financeiro e dor de cabeça. Segundo a proposta, Ana faria trabalhos como modelo, mas precisaria pagar cerca R$ 2 mil para um
agenciador divulgar fotos dela para potenciais clientes. Ela acreditou na agência e tirou dinheiro até do cheque especial.
Estava desesperada e mergulhada em dívidas. O único trabalho que ela teve foi supostamente para uma loja de óculos, que renderia a ela R$ 700.
Esse valor entrou como desconto no valor que ela pagaria ao agenciador. “Me senti muito enganada. Nunca mais teve trabalho nenhum”. A história dela ocorreu com outras jovens nos últimos meses.
Aos poucos, essas clientes se conheceram e descobriram que passaram pela mesma situação: prejuízo e nenhum trabalho como modelo.