
Quando o assunto é desconstrução do machismo, grupos, cursos, rodas de conversa e campanhas tentam ajudar, engajando mais os homens no combate à violência contra a mulher e na busca por uma sociedade
com mais igualdade. “Se a gente for olhar o número de homens hoje engajados pelo fim da violência contra a mulher, ainda é muito pequeno.
Então, é urgente a gente inserir mais homens nessa discussão”, diz o psicólogo Flávio Urra, do programa E Agora, José?.
Ele avalia que, no enfrentamento à violência, é necessária uma participação maior dos homens. Psicólogo Flávio Urra diz que homens, de modo geral, não se consideram responsáveis pelo machismo -
Foto: Flávio Urra/Arquivo pessoal E Agora, José? A Lei Maria da Penha determina o comparecimento obrigatório de agressores a programas de recuperação e acompanhamento psicossocial.
O programa E Agora, José? Pelo Fim da Violência contra a Mulher é um grupo socioeducativo de responsabilização de homens.
Flávio Urra considera que o homem, de modo geral, não se enxerga como responsável pelo machismo, o que provoca uma resistência muito grande a debater o assunto.
O que é maior entre os autores de violência. “Nós fazemos grupos com esses homens, autores de violência contra a mulher, [e no caso] deles a resistência é maior ainda, porque eles se sentem
injustiçados por estarem ali obrigados a participar do grupo por uma juíza, um juiz.” Os participantes do curso oferecido no âmbito do programa frequentam 20 encontros de duas horas de duração.
E, ao fim da participação no projeto, segundo Flávio Urra, é unânime a percepção deles de que se tornaram pessoas melhores.