
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB).
O pedido foi formalizado por carta enviada ao fundo, com o objetivo de garantir a continuidade de serviços financeiros, apoiar políticas públicas e preservar a liquidez da instituição.
A operação prevê carência de um ano e seis meses, com pagamentos semestrais. A remuneração deve seguir o CDI acrescido de spread, conforme condições a serem definidas pelo FGC.
O modelo inclui tanto reforço de capital quanto eventual linha de liquidez, em formato ainda sujeito a ajustes entre as partes.
Garantias Para viabilizar o crédito, o Governo do Distrito Federal propôs como garantias participações acionárias em empresas públicas, como a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito
Federal), o BRB (Banco de Brasília) e a CEB (Companhia Energética de Brasília), além de nove imóveis públicos autorizados em lei. Parte desses ativos, porém, enfrenta questionamentos.
A área conhecida como Serrinha do Paranoá, por exemplo, teve o uso de garantias suspenso pela Justiça local, mas cabe recurso. Outro ponto de controvérsia é o Centrad, complexo administrativo sem
uso há mais de uma década e envolvido em disputa judicial. Objetivo do aporte O Governo do Distrito Federal classifica a operação como “estruturante” e afirma que o objetivo é recompor indicadores
exigidos pela regulação bancária, como o Índice de Basileia, que mede a solidez das instituições financeiras.
Entre os resultados esperados estão: expansão da carteira de crédito; financiamento de infraestrutura e habitação; apoio a micro e pequenas empresas; estímulo à economia local e à arrecadação.