Ilú Obá De Min e Banda do Trem Elétrico abrem carnaval de ru...

Os blocos Ilú Obá De Min e Banda do Trem Elétrico abrem o carnaval de rua da capital paulista, nesta sexta-feira (13), e ocupam o centro histórico.

Ao todo, somados os dias de pré-carnaval, carnaval e pós, serão 627 blocos espalhados pela cidade. Fundado em novembro de 2004 pelas artistas Beth Beli, Girlei Miranda, Nega Duda e Adriana Aragão, o

tradicional bloco Afro Ilú Obá De Min desfila no carnaval paulistano há 21 anos. Este ano, o grupo apresenta a Ópera Negra Obaomin – A Soberania de Yemanjá Ogunté, com enredo que reverencia a vida e

o legado de Ifátinùké, também conhecida no Brasil como Inês Joaquina da Costa. Ifátinùké foi uma importante sacerdotisa africana cuja trajetória simboliza os fluxos transatlânticos de saberes,

espiritualidade e organização política do povo iorubá. O terreiro que fundou - hoje conhecido como Sítio do Pai Adão - celebra 150 anos de existência, sendo um dos mais antigos em atividade no

Brasil. O bloco, que reúne um coletivo de cerca de 400 integrantes em sua bateria e corpo de dança, conduzirá o público com uma riqueza sonora que transita pelas tradições dos afoxés e dialoga com

ritmos da cultura popular, como o maracatu e o coco de roda.  Celebrando a ancestralidade e a força do matriarcado negro, o Abre-Alas do cortejo - As Mantenedoras do Axé - tem como convidadas as mães

de santo, yalodês, lideranças quilombolas e irmandades. Além desta sexta-feira, o Ilú Obá De Min desfila no domingo (15), a partir das 14h, com saída da Rua Conselheiro Brotero, 195.

“Nós vamos falar da história dessas mulheres que estiveram à frente da luta das aberturas das casas de candomblé e que firmaram o matriarcado africano.

Ifatinuké ressignificou essa organização matriarcal africana em terras brasileiras que é o que nos mantêm vivas, que é o que mantêm a sociedade afro-brasileira em pé”, afirma Mafalda Pequenino,

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