
Como levar para a Marquês de Sapucaí o universo extenso que representa o artista Ney Matogrosso? Para o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Leandro Vieira, autor do enredo que homenageia o
cantor, a resposta é reconhecer que Ney entendeu o visual como um manifesto. Com título Camaleônico, o enredo da escola verde e branca de Ramos não escolheu o caminho biográfico e vai levar para a
avenida o universo autêntico e transgressor que marcou a obra de Ney Matogrosso. “É exclusivamente baseado na obra, entendendo a obra como o que ele cantou, mais o universo estético em que ele
mergulhou”, disse Leandro Vieira em entrevista à Agência Brasil. “Todo mundo conhece alguma coisa do Ney Matogrosso. O Ney conseguiu uma coisa que poucos artistas conseguiram.
Além das músicas que ficam no imaginário, conseguiu que imagens ficassem no imaginário popular”, relatou.
>> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026 >> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil A agremiação da
região da Leopoldina, na zona norte do Rio, vai apresentar ao público as diversas representações de um artista múltiplo.
O que ele escolheu vestir e os personagens que incorporou não foram escolhas inocentes, reforçou o carnavalesco, que acrescentou que a escola vai mostrar o universo desse artista que assumiu diversas
personalidades e entendeu o corpo como manifesto político, e o que veste, como manifesto estético. “Isso somado a uma trajetória de mais de 50 anos repleta de canções, de sucessos eternos na história
da música popular brasileira, que ancoram o enredo da Imperatriz Leopoldinense”, informou. Para Leandro Vieira, o que tem de mais forte no Ney e o que mais o interessa nessa história é justamente ele