
A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado desde 2014, perdendo apenas para a de 2023, quando houve queda média de preços de 4,99%.
No ano passado, houve alta de 9,28%. Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPP é conhecido como inflação na porta da fábrica porque mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidor, sem cobrança de impostos e
frete. A série histórica do IBGE começa em 2014. Nos 12 anos de levantamento, apenas 2025 e 2023 apresentaram deflação, isto é, inflação negativa.
No outro extremo, em 2020 e 2021, anos de pandemia de covid-19, o IPP fechou positivo em dois dígitos.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Confira o IPP dos últimos anos: 2014: 2,66% 2015: 8,81% 2016: 1,71% 2017: 4,15% 2018: 9,64% 2019: 5,19% 2020: 19,38% 2021: 28,45% 2022: 3,16% 2023:
-4,99% 2024: 9,28% 2025: -4,53% Influências De acordo com o IBGE, a atividade industrial que mais puxou para baixo a inflação na porta da fábrica foi a de alimentos, que recuou 10,47%.
O desempenho representa peso de -2,7 pontos percentuais (p.p.). A atividade teve grande influência do preço do açúcar, que acompanhou o recuo das cotações no mercado internacional.
De acordo com o IBGE, a atividade contribuiu também para a queda dos preços a valorização do real contra o dólar (10,6% em 2025), que faz os produtos importados ficarem mais baratos.
Outras influências de baixa nos preços foram da indústria extrativa (-14,39% e impacto de -0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64% e -0,56 p.p.) e metalurgia (-8,06% e -0,56 p.p.).