
Após abrir sua 21ª edição com a Praça Tiradentes, em Ouro Preto, Minas Gerais, lotada na noite de quinta-feira (25), em uma homenagem à cineasta Helena Solberg e uma celebração da memória audiovisual
brasileira, a CineOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto consolidou, nos dias seguintes, seu papel como principal espaço do país para debates sobre preservação do patrimônio audiovisual, educação e
políticas públicas para o setor. Até terça-feira (30), o festival reúne pesquisadores, realizadores, professores, estudantes, arquivistas e gestores culturais em uma programação que combina exibições
de filmes, encontros nacionais e oficinas com discussões sobre o futuro da preservação audiovisual no Brasil.
Entre os principais anúncios da mostra está a criação de um Centro de Referência em Preservação Audiovisual no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), em parceria com o Centro Técnico Audiovisual
(CTAv). A iniciativa foi apresentada durante o debate de abertura pelo reitor do IFRJ, Thiago Matos Pinto, e pretende fortalecer a formação profissional na área, ampliar a oferta de cursos e
estruturar um espaço permanente voltado ao ensino, pesquisa e extensão em preservação audiovisual. Caso seja aprovado pelas instâncias da instituição, o centro contará com infraestrutura própria,
orçamento específico e poderá ampliar a qualificação de profissionais em um segmento considerado estratégico para a preservação da memória audiovisual brasileira.
Desde a abertura, o tema da edição Um País Existe nas Imagens que Preserva tem orientado os debates da mostra, que articula três eixos: preservação, história e educação.
CineOP reúne pesquisadores, realizadores, professores, estudantes, arquivistas e gestores culturais - Foto: Leo Fontes - Universo Produção Na cerimônia de quinta-feira, a coordenadora-geral da