
Os ouros de Sarah Menezes, Rafaela Silva e Beatriz Souza tornaram o judô feminino protagonista na modalidade que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil.
Uma trajetória que inicia na edição de Pequim (China), em 2008, com Ketleyn Quadros se tornando a primeira judoca brasileira em um pódio nos Jogos.
Aquele bronze inspirou Larissa Pimenta a repetir o feito duas vezes, em Tóquio (Japão), em 2021, e Paris (França), em 2024.
“O Brasil é um país que está começando a ter muitas referências de mulheres no esporte. O que elas constroem motiva mais mulheres a virem, a quererem lutar e, consequentemente, termos mais mulheres
[envolvidas com esporte] no geral”, afirmou Larissa. De fato, o interesse feminino por esportes no país subiu 25% entre 2020 e 2025, segundo um estudo do Instituto Ibope Repucom, superando a média
nacional (19%). E nenhum esporte cresceu tanto quanto o skate no período, marcado pelas medalhas olímpicas (prata em Tóquio e bronze em Paris) e os quatro títulos do circuito mundial de Rayssa Leal.
O apelo da modalidade junto às mulheres evoluiu 49%. “Ela [Rayssa] é uma referência aspiracional do esporte, mas o skate também tem um forte componente de estilo de vida.
A partir do momento no qual o skate vira uma modalidade olímpica, nos Jogos de Tóquio, com alto desempenho e medalhas para o Brasil, ele ganha um novo patamar”, analisou o coordenador do Ibope
Repucom, Danilo Amancio. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Futebol em alta O esporte mais popular do país ainda não é o que encabeça o interesse feminino, mas está em alta.
O estudo indica que 64% das mulheres se consideram fãs de futebol. A modalidade divide o terceiro posto na estatística com a natação e o vôlei de praia.