
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou os saberes tradicionais e populares que atravessam gerações e permitem um modo de vida aliado à preservação da biodiversidade, ao participar da 6ª
edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura. O encontro em Aracuz, no Espírito Santo, teve como tema a justiça climática, além de extensa programação de terça-feira (19) até este domingo (24).
“Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.” Representantes dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas
puderam discutir, junto a autoridades de governo, caminhos para mitigação dos efeitos da crise climática a partir das culturas tradicionais.
Em entrevista à Agência Brasil, Margareth Menezes ressaltou ainda que o investimento em cultura tem potencial de qualificação e emancipação, inclusive no aspecto financeiro. “Quem faz a cultura é o
ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda.” Veja os principais trechos da entrevista: Agência Brasil - O
tema da Teia deste ano é Pontos de Cultura pela Justiça Climática. Como a cultura pode incidir na justiça climática?
Margareth Menezes - Podemos trazer as linguagens das artes e da cultura para auxiliar numa mudança de comportamento do ser humano em relação à natureza e às fontes naturais que precisamos tanto para
viver. Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.
Está mais do que na hora de começarmos a botar luz nesses exemplos de como preservar, e os povos originários, os povos de terreiro e outras linguagens culturais trabalham isso, dando à natureza a