
Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã nesta quinta-feira (5), visando o que disse ser infraestrutura pertencente às autoridades iranianas.
Os mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos. À medida que a guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã entra em seu sexto dia, o conflito se alastra para
além dos Estados do Golfo e chega à Ásia, causando convulsão nos mercados globais e levando milhares de turistas e moradores retidos a tentar fugir do Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores do Irã chamou de "atrocidade no mar" o naufrágio de um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka nessa quarta-feira, que matou pelo menos 80 pessoas.
Ele disse que a fragata iraniana Dena, convidada da Marinha indiana com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida sem aviso prévio em águas internacionais e alertou que Washington “se arrependerá
amargamente” do precedente que estabeleceu. “Decidimos combater os norte-americanos onde quer que estejam”, disse o general Kioumars Heydari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, à TV
estatal, acrescentando que o Irã não se importa com a duração da guerra. Hoje, a Guarda Revolucionária afirmou que havia atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio
estava em chamas. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, acrescentou que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.
As defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) destruíram um míssil balístico iraniano disparado ontem contra a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz
fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.