Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paran...

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento

da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná. O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz

do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina. A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca

de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da

usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. "A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças.

Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.  Para ele, o processo de reparação

de danos que a Itaipu está fazendo é o "mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani". A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e

firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani.

Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a

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