
A Justiça Militar da União expediu mandados para prender de forma definitiva militares e ex-militares do Exército condenados por participarem de esquema de desvio de recursos públicos no Instituto
Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. O caso envolve prejuízo inicial estimado em R$ 11 milhões, podendo ultrapassar R$ 25,7 milhões, após atualizações.
A decisão é do juiz federal substituto Sidnei Carlos Moura, da 2ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM-RJ), responsável pela execução penal. As ordens foram expedidas nessa
terça-feira (25), após trânsito em julgado das condenações. De acordo com o magistrado, os militares que ainda mantêm vínculo com as Forças Armadas deverão cumprir pena no 1º Batalhão de Polícia do
Exército (1º BPE), no bairro da Tijuca. O ex-militar, que perdeu o posto e a patente, e dois empresários civis serão encaminhados ao sistema prisional comum, no Complexo de Gericinó, em Bangu,
conforme determinação da Justiça estadual do Rio de Janeiro. Dois civis e dois militares já estão presos. Um ex-militar ainda não foi encontrado para cumprir a pena.
Na manhã dessa terça-feira (25), um dos condenados, um tenente-coronel da reserva, de 62 anos, foi preso por agentes da Polícia Civil na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.
O militar foi condenado a 8 anos e 4 meses, em regime fechado, pelo crime de peculato. Investigações De acordo com as investigações, ele integrou um grupo de 15 pessoas envolvido em fraudes em
licitações e contratos firmados entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
As investigações do Ministério Público Militar apontaram que o esquema envolveu a manipulação de concorrências públicas, uso de empresas de fachada e falsificação de documentos para encobrir o