
O lançamento da biografia Dona Helena Theodoro — Uma Tia Negra da Filosofia Popular Brasileira, na Biblioteca Parque Estadual (BPE), nesta quarta-feira (2), vai trazer o encontro da professora e da
aluna, que têm em comum a admiração pela jornada uma da outra. Por meio da trajetória da professora Helena Theodoro, uma liderança na defesa da inclusão dos saberes africanos, afro-brasileiros e
indígenas nas universidades, a aluna Carla Rocha apresenta a história das chamadas Tias Negras, mulheres reconhecidas pelas suas atuações de acolhimento da coletividade e de preservação da memória
das suas comunidades. “No mundo africano é o Bantu [princípio ancestral africano], ‘eu sou, porque nós somos. Eu existo, logo penso, e não penso, logo existo’.
Nós temos ancestralidade”, citou a professora, em entrevista à Agência Brasil, para exemplificar o que é o acolhimento da coletividade na comunidade negra.
“Ela tem um vigor fantástico e não é uma pessoa que busca ser absoluta. Ela quer empoderar todas as pessoas. Quer todo mundo junto com ela, não quer atrás dela.
Ela dá a mão para todo mundo”, disse Carla em entrevista à Agência Brasil. Para Carla, ser orientada por Helena Theodoro, que está viva, e assistir a aulas dela há mais 30 anos é um diferencial.
“Não tenho capacidade de dizer o quanto é grandioso”, completou. “Helena está aqui e a possibilidade de estar com ela é gigante. É uma mulher de muita força.
Tem 83 anos e sai para dar aula, tem evento quase todo dia. Eu falo ‘dona Helena, às vezes fico cansada só de lhe ver.
De manhã, a senhora está no Rio, à tarde em São Paulo e à noite já está em casa de volta’”, disse Carla sorrindo.