
O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro começa no Domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, com a Acadêmicos de Niterói.
A escola estreante na elite das agremiações trará um samba-enredo narrado em primeira pessoa por uma retirante nordestina: Dona Lindu, mãe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será
homenageado pelo enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil. Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias”
com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista.
>> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026 >> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil Em entrevista à
Agência Brasil, a cantora e compositora Teresa Cristina, uma das autoras do samba-enredo, conta que reunir a família era a motivação daquela travessia. “Ela fez isso por amor, né?
Ela veio atrás do pai [das crianças]”, explica. “O samba é sobre o Brasil. É sobre um Silva. É sobre sobreviventes”, Teresa Cristina assina o samba em pareceria com André Diniz, Paulo César Feital,
Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho Cruz, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr. Dona Lindu faleceu em 1980, aos 64 anos.
Ao escutar o samba e rever memórias, Lula se comoveu, revela Teresa Cristina. “Quando a gente falou para ele: ‘olha, o samba é uma história sendo contada pela sua mãe’, o olho dele na hora deu aquela
marejada”. “[Depois], ele ouviu o samba e chorou copiosamente. Começou a falar da mãe, falou do pai. Ficou bem emocionado, sabe? Com o rosto todo vermelho.