
Após quase 20 anos, a publicação Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos foi atualizada pela primeira vez.
A ferramenta existe desde 2007 é a principal referência no país para gestão de risco em áreas urbanas.
Segundo o diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, Rodolfo Moura, o próprio uso do manual por técnicos, pesquisadores e gestores municipais apontou a
necessidade de uma evolução de alguns conceitos, mas a urgência climática e a chegada de um super El Niño aceleraram o processo.
“A gente correu para antecipar o lançamento do livro entendendo que ele já pode ser um instrumento novo para identificar as áreas críticas, mas principalmente as pessoas que estão em situação de
risco”, diz. O manual atualizado está disponível online e de forma gratuita. Entre as mudanças em relação à versão anterior, a publicação trata de novos instrumentos tecnológicos para a gestão de
risco e traz uma nova classificação, com foco nos riscos médio, alto e muito alto. “Deixamos de lado outras classificações, porque se o risco é baixo ou inexistente não merece uma classificação”,
explica Moura. Novos conceitos foram abordados na versão atualizada como a delimitação de setores de risco hidrológico, como inundação, enchente e enxurrada, e também a descrição de processos
erosivos, como rolamento de rochas e terras caídas – fenômeno que ocorre no Norte do país. De acordo com Rodolfo Moura, a aplicação do manual permite que prefeituras façam o mapeamento das áreas de
risco nos territórios e, a partir disso, elaborem seus planos municipais de redução de risco. Essas medidas podem retirar milhares de pessoas de zonas de risco de deslizamento, inundação e enxurrada