
Com o tema “Independência não Morte”, foi realizada no Rio de Janeiro neste sábado (22), a 4ª Marcha Trans & Travesti, nos Arcos da Lapa.
O objetivo é pedir o fim violência sistemática no Brasil, considerado o país mais letal do mundo contra pessoas trans e travestis. Coordenador-geral da Marcha, Gab Van.
Foto: Felipe Martins/Divulgação A marcha pede apoio às organizações que lutam, com poucos recursos, pela reversão desse quadro e exige a garantia e ampliação de direitos para esta população.
“Os nossos corpos seguem sendo alvo da extrema-direita que nega a nossa existência, financiada com recursos bilionários em todo o mundo”, disse o coordenador-geral da Marcha, Gab Van. A transexual
Karyn Cruz foi uma das pessoas a procurar o posto da Defensoria Pública do Rio, montado nos Arcos da Lapa, para fazer a retificação civil. “São espaços como estes que nos proporcionam protagonismo e
nos afirmam e reafirmam nossa inserção na sociedade”, disse. A atriz Frida Resende compareceu à marcha para afirmar o orgulho de ser uma mulher travesti. “A marcha é fundamental para o nosso futuro.
Para a gente continuar existindo. Por muito tempo eu tive a minha existência reprimida. Estar na marcha é afirmar a minha liberdade”, comemorou.