Em entrevista à TV Brasil nesta segunda-feira (29), o diretor de comunicação da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) Rodolpho Heck Ramazzinio disse que o metanol importado pelo
crime organizado para adulterar combustíveis pode ter sido redirecionado para distribuidoras clandestinas de bebidas, o que explicaria os casos recentes de intoxicação no estado de São Paulo.
Segundo Ramazzinio, este redirecionamento ocorreu principalmente após a Operação Carbono Oculto, da Receita Federal e órgãos parceiros, que desmantelou, no final de agosto, um esquema de fraudes,
lavagem de dinheiro e falsificação no setor de combustíveis. “Você tem as empresas interditadas, a transportadora dos caras, do PCC, fica parada [em razão da operação Carbono].
Os tanques, que não estavam dentro dos pátios dessas empresas começam a ser desovados em outras empresas.
Eles começam a vender isso para empresa química, começam a vender isso também para destilarias clandestinas.
Os caras fazem isso para ganhar volume, ganhar a escala, eles não estão nem aí com a saúde de ninguém", disse.