Mobilizações levam Milei a recuar sobre estrangeirização de ...

A memória da guerra das Malvinas - quando argentinos e ingleses lutaram na década de 1980 pelo controle do arquipélago no extremo sul da América do Sul - contribuiu para derrota do governo de Javier

Milei no projeto que ampliava a venda de terras do país para estrangeiros. Apelidado de “estrangeirização das terras argentinas”, o projeto foi alvo de mobilização que reuniu governadores de todos os

campos políticos, cantores, atrizes e atores famosos na Argentina, alguns que não costumam se posicionar politicamente, além do jogador da seleção vice-campeã do país, o zagueiro Lisandro Martinez. 

Diante da pressão social e da falta de apoio no Senado, o governo Milei decidiu retirar o tema da votação prevista para esta quinta-feira (6).

Porém, manteve a votação de outro projeto alvo dos manifestantes, que permite a venda de áreas protegidas que tenham sido afetadas por incêndios florestais.

       O texto da estrangeirização das terras que seria votado era mais moderado se comparado à proposta original, que pretendia acabar com qualquer limite para venda de terras a estrangeiros.

O governo defende que o limite dificulta os investimentos internacionais. Pelo texto mais recente, o limite seria ampliado de 15% para 25% do total de terras de cada província que poderiam ficar nas

mãos de estrangeiros. Antes de enviar o projeto ao Senado, Milei tentou derrubar essa limitação por meio de um decreto presidencial, logo que assumiu o poder, em dezembro de 2023.

Mas a mudança foi suspensa pelo Poder Judiciário. As Malvinas são argentinas  O militante ambientalista Hernán Hougassian, professor de agronomia da Universidade de Buenos Aires, participou hoje da

marcha na capital do país onde milhares de pessoas protestaram contra a estrangeirização das terras.   Hougassian destaca que a “faísca” que incendiou as mobilizações foi o uso da faixa “as Malvinas

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