
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (4) que juízes podem receber por palestras e ter ações de empresas, desde que não atuem como
sócios-dirigentes. Durante sessão desta tarde, o ministro classificou como “má-fé” críticas sobre a atuação de ministros da Corte.
As declarações foram feitas durante o julgamento que discute a validade da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que restringiu o uso das redes socais por magistrados.
Segundo o ministro, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) somente impede que o magistrado seja sócio-dirigente de empresas.
Moraes disse que a magistratura é a carreira pública com mais vedações de condutas. "O magistrado pode receber por palestras, pode ser acionista [de empresa].
A Loman diz que não pode ser sócio-dirigente. Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia ter aplicação em um banco, ações de um banco.
É acionista de um banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro”, afirmou. O ministro Dias Toffoli também concordou com Moraes.
“Teria que doar sua herança a alguma entidade de caridade, se ele [juiz] tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou fazenda. Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas.
Não exercendo a administração, eles têm todo direito de receber seus dividendos", completou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Parentes Alexandre de Moraes também disse que o Supremo não
liberou a participação de membros do tribunal nos julgamentos que envolvem escritórios de advocacia de parentes.