
O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve aumentar quase três vezes no período de 2026 a 2030, em comparação com dados de 2001 a 2005.
Pesquisadores de instituições brasileiras e do exterior estimam que cerca de 127 mil pessoas vão morrer por causa da doença ao longo desses cinco anos, contra 57,6 mil óbitos ocorridos no período de
comparação. Os dados foram publicados em artigo na revista The Lancet Regional Health Americas e mostram ainda que o aumento deve ser de 181% entre os homens e 165% entre as mulheres.
Considerando todo o período, de 2001 a 2030, as mortes pela doença devem ultrapassar 635 mil. A pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Marianna Cancela explica que esse aumento da
mortalidade acompanha a alta de casos da doença. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais incidente e o terceiro mais mortal no país.
De acordo com Marianna Cancela, isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a alguns hábitos nocivos. A pesquisadora aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade
física como fatores de risco importantes para a doença.. "E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança.
Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens". Outro fator que contribui para a alta mortalidade por esse tipo de
câncer, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.
Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos