
Em sua 21ª edição, a CineOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto consolida seu papel como principal espaço do país para debates sobre preservação do patrimônio audiovisual, educação e políticas públicas
para o setor. Até terça-feira (30), o festival reúne pesquisadores, realizadores, professores, estudantes, arquivistas e gestores culturais em uma programação que combina exibições de filmes,
encontros nacionais e oficinas com discussões sobre o futuro da preservação audiovisual no Brasil. Entre os principais anúncios da mostra está a possível criação de um Centro de Referência em
Preservação Audiovisual no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), em parceria com o Centro Técnico Audiovisual (CTAv). A iniciativa foi apresentada durante o debate de abertura pelo reitor do
IFRJ, Thiago Matos Pinto, e pretende fortalecer a formação profissional na área, ampliar a oferta de cursos e estruturar um espaço permanente voltado ao ensino, pesquisa e extensão em preservação
audiovisual. Caso seja aprovado pelas instâncias da instituição, o centro contará com infraestrutura própria, orçamento específico e poderá ampliar a qualificação de profissionais em um segmento
considerado estratégico para a preservação da memória audiovisual brasileira. Desde a abertura, o tema da edição Um País Existe nas Imagens que Preserva tem orientado os debates da mostra, que
articula três eixos: preservação, história e educação. Na cerimônia de quinta-feira, a coordenadora-geral da CineOP, Raquel Hallak, destacou que preservar imagens é preservar a própria identidade do
país. "Quando uma imagem some, não é apenas um arquivo que desaparece, é uma memória que se apaga. É uma possibilidade de reconhecimento que se interrompe.
É o próprio país que se torna menos visível para si mesmo", afirmou. Ouro Preto (MG), 24/06/2026 - Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira.