
O segredo mais bem guardado do grupo Brilhetes de Anchieta está perto de ser revelado. Falta menos de uma semana para a saída da turma de bate-bolas, de 38 meninas e mulheres, nesta sexta-feira (13),
quando será conhecida em detalhes toda a indumentária do grupo. A fantasia foi preparada com a máxima discrição ao longo de seis meses.
Os bate-bolas são turmas de mascarados que usam fantasias temáticas ricas em cores e brincam o carnaval nas ruas do subúrbio do Rio de Janeiro.
Parte indispensável da fantasia é a bola de borracha amarrada em um bastão. Eles se tornaram uma das principais expressões artísticas do carnaval.
Bem diferente de antigamente, não assustam mais nem correm atrás de crianças, embora o som das bolas de borracha batendo no chão continue o mesmo.
Atualizando a tradição, quando o portão da garagem do quartel-general das brilhetes se abrir, ao som de fogos e muito funk, as bate-bolas desfilarão pela rua exibindo a fantasia do 13º ano.
Ali, estarão desde crianças de 3 anos até mulheres de 58 anos, com diversas ocupações: professora, cuidadora, técnica em enfermagem, bombeira, estudante, pesquisadora de instituições culturais, entre
outras. Turma de bate-bola feminino Brilhetes de Anchieta se prepara para o carnaval 2026, em Anchieta, zona norte da cidade.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Segunda família A produtora cultural e líder das brilhetes, Vanessa Amorim, fundou o grupo em 2013.
Antes, ela desfilava como bate-bola na Turma do Brilho, do sogro, fundada em 1991 e hoje administrada pelo marido. Com o passar o tempo, contou, ela e outras mulheres decidiram disputar a rua.